O analfabetismo caiu, a taxa de escolarização subiu, o nível da educação como um todo cresceu. Esse quadro é real e consta dos monitoramentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas uma análise profunda desses indicadores revela que ainda há uma trajetória longa a ser percorrida nas salas de aulas.

“O caminho certamente é longo, mas temos uma certeza: não há desenvolvimento possível para um país fora da rota da Educação”, acredita o deputado Major Vitor Hugo, líder do Governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, que incluiu na lista de prioridades de seu mandato os avanços dos investimentos na Educação brasileira.

E há mesmo muito a ser feito: de acordo com dados do Instituto Paulo Montenegro, 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais (sabem ler, mas não compreendem o sentido daquilo que leem).

O IBGE, por sua vez, atesta que um terço das crianças de até três anos mais pobres do Brasil está fora da creche por falta de vaga.

E, quatro anos depois do prazo, o Brasil ainda não conseguiu atingir a meta de redução do analfabetismo fixada para 2015, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

A meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, estabeleceu que em 2015 o Brasil deveria ter no máximo 6,5% da população com 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever um bilhete simples.

O objetivo não foi cumprido. Naquele ano, a taxa foi de 7,7%. Em 2016, ela baixou para 7,2%; em 2017, passou para 7% e no ano passado ficou em 6,8%. Há uma redução, mas ainda sem alcançar a meta.

O que isso significa na prática? A permanência da marca de 11 milhões de analfabetos, o que amplia o desafio de uma outra meta, ainda mais ambiciosa: erradicar o analfabetismo até 2024.

Outra prioridade é tirar o Brasil das posições desconfortáveis no ranking mundial medido pelo Programa Internacional de Alunos. Atualmente, o país ocupa a 63.ª, 59.ª e 66.ª em ciências, leitura e matemática respectivamente.

“Os dados mostram o tamanho do problema que temos pela frente, mas também reforçam nossa determinação para melhorar a Educação, pois acredito que esse realmente é o caminho e a base do desenvolvimento de qualquer Nação”, conclui o deputado.

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